O Ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, presidiu a sessão de Lançamento oficial da Rede Nacional de Epidemiologia sobre o Uso de Drogas em Cabo Verde, na manhã desta terça feira, 09 de outubro na cidade da Praia.
Os dados epidemiológicos disponíveis em Cabo Verde, conforme explica o Ministro da Saúde, ainda são escassos e insuficientes para responder de forma satisfatória a grande parte das perguntas relativas a um tema complexo e polêmico como o consumo de drogas, e é nessa perspetiva que defende que “o estabelecimento de uma Rede Nacional de Epidemiologia para Uso de Drogas, constitui, sem dúvida, uma necessidade prioritária do país, visando monitorizar a extensão, os padrões e as tendências do consumo de droga e as consequências associadas”.
Arlindo do Rosário afirma que é preciso ter dados fiáveis sobre a realidade do consumo de drogas em Cabo Verde e porque isso “nos permitirá estimar a magnitude do problema e reavaliar as estratégias até agora implementadas, introduzir as necessárias correções nos programas voltados à prevenção, ao tratamento e à redução de risco”.
O governante apelou ao engajamento de todos os que integram a Rede e defende que “só com o esforço de cada um, em complementaridade, desenvolvido de modo contínuo, poderemos conhecer, a cada momento, a situação do país nessa matéria, que visa o controlo e erradicação do consumo e tráfico de drogas no nosso país e na nossa região”.
A sessão contou ainda com a intervençãoChefe da Cooperação da União Europeia e a Coordenadora do ONUDC Cabo Verde.
No âmbito do lançamento da Rede Nacional de Epidemiologia sobre o Uso de Drogas em Cabo Verde, o ministro Arlindo do Rosário presidiu, também, a abertura do seminário de formação, que decorre nos dias 09 e 10 de outubro, visando a capacitação dos membros da Rede e dos pontos focais dos Centros de Saúde piloto selecionados em matéria de coleta, análise e divulgação de dados sobre o uso de drogas e suas consequências.
O estabelecimento da Rede Epidemiológica sobre o Uso de Drogas, surge no âmbito do Projeto Regional de Apoio ao Plano de ação da CEDEAO, com o financiamento da União Europeia, o Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDC).

