O diretor do Hospital Ramiro Figueira, na ilha do Sal, Hélder Almada, afirmou em conferência de imprensa realizada na tarde de ontem (25), que a morte da paciente, Eloisa Correia, evacuada de barco, da ilha da Boa Vista para a ilha do Sal, foi causada por problemas cardíacos.
Eloisa Correia deu entrada no hospital do Sal por volta das 3:30 da manhã do dia 22, onde era aguardada por uma equipa hospitalar.
“De facto tratava-se de um caso grave que merecia ser internada e operada. Foi o que se fez, tendo sido feita toda a compensação hemodinâmica para garantir que aguentaria a cirurgia de uma gravidez ectópica complicada, ou seja, uma gravidez fora do útero, mas a cirurgia correu bem”, afirmou o diretor do hospital.
O responsável hospitalar explica que depois da operação o quadro clínico evoluiu favoravelmente, porém, por volta das 19:00 apresentou-se uma complicação, uma insuficiência respiratória derivada, segundo disse, de uma descompensação cardíaca porque a paciente padecia de uma cardiopatia valvular.
O diretor, Hélder Almada, garante que foram tomadas todas as medidas necessárias e possíveis para salvar a paciente, que infelizmente não recuperou, tendo vindo a óbito por volta da 1:35, já na madrugada do dia 23.
“Lamentamos o desfecho. Fizemos todas as diligências para salvar essa vida. O problema que motivou a evacuação foi resolvido, mas o estado de saúde complicou-se devido a uma doença de base, ela padecia do coração, tinha um problema valvular”, acrescentado que “pelos momentos de stress que a paciente passou e a cirurgia acabou por descompensar-se, e não foi possível reverter a situação”, lamentou o clínico que aproveitou para apresentar as condolências à família enlutada.

