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O que é?

Doença diarreica altamente contagiosa que se manifesta por uma diarreia aquosa tipo " arroz de arroz" e vómitos podendo provocar uma desidratação e a morte em poucas horas.

Quais os sinais e sintomas?
Se tiver viajado para uma área afectada por cólera e apresentar os sinais e sintomas abaixo procure o serviço de saúde e informe as áreas ao médico.
Diarreia e vómito são as manifestações clínicas mais frequentes. Os principais sinais e sintomas são variados que vão desde infecções inaparentes até casos graves, com diarreia abundante e incontrolável que pode levar a um estado de desidratação grave e choque.

Na forma leve (mais de 90% dos casos), o quadro costuma iniciar de maneira insidiosa, com diarreia discreta, sem distinção das diarreias comuns. Também pode apresentar vómitos. Em crianças, pode acompanhar-se de febre. No início, em alguns casos, pode haver a presença de muco. Nas formas mais graves, menos frequentes (menos de 10% do total), o início é súbito, com diarreia aquosa, abundante e incoercível, com inúmeras dejecções diárias.

Nos casos graves, devido ao desequilíbrio hidroeletrolítico e metabólico, outras manifestações clínicas podem ocorrer: sede, rápida perda de peso, perda do turgor da pele, principalmente nas mãos ("mãos de lavadeira"), prostração, olhos fundos com olhar parado e vago, voz sumidiça e cãibras. O pulso torna-se rápido e débil, surge hipotensão e a ausculta cardíaca revela bulhas abafadas. Há cianose e esfriamento de extremidades, colapso periférico, anúria e coma.

Como se transmite?
Principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes ou vómitos de doente ou portador. Os alimentos e utensílios podem ser contaminados pela água, pelo manuseio ou por moscas. Peixes, crustáceos e bivalves, marinhos ou dulcícolas, provenientes de águas contaminadas, comidas cruas ou mal cozidos, têm sido responsabilizados por epidemias e surtos isolados. Também pode ocorrer a propagação pessoa a pessoa, por contacto directo.

A contaminação de mananciais e reservatórios com menor volume de água, e/ou do lençol freático, e a intermitência de distribuição de água na rede de abastecimento, possibilita a passagem de águas contaminadas para dentro das tubulações, sendo responsáveis por epidemias explosivas com ocorrência de grande número de casos.

Como tratar?
A terapêutica se fundamenta na reposição rápida e completa de água e dos electrólitos perdidos pelas fezes e vómitos. Os líquidos deverão ser ministrados por via oral ou parenteral, conforme o estado do paciente.

Formas leves e moderadas: hidratação oral com soro de rehidratação oral (SRO).

Formas graves: hidratação venosa + antibioticoterapia.

O paciente suspeito, ou com cólera confirmada, deverá obrigatoriamente iniciar seu tratamento no local onde receber o primeiro atendimento.

O início do tratamento depende dos resultados de exames laboratoriais.

Como se previne?
As principais medidas de controlo da cólera são:

  • Lavar as mãos antes de manipular os alimentos, antes de comer e depois de ir ao banheiro;
  • Beber somente água potável ou, se não dispõe desta, ferver durante 5 minutos ou desinfectar a água com 2 gotas de lixívia em cada litro de água em toda a água para o consumo;
  • Cozer bem os alimentos. No caso de comida preparada com antecedência aquecer muito bem antes de comer.
  • Desinfectar os alimentos que se comem crus (frutas e legumes) mergulhando-os em 1 litro de água com 10 gotas de lixívia durante 30 minutos.
  • Depois da cocção (cozimento), protegê-los contra a contaminação;
  • Destino e tratamento adequado dos dejectos humanos;
  • Destino adequado do lixo;

O que fazer?

Perante um caso de diarreia e vómitos, não fique em casa! Vá imediatamente ao hospital ou ao serviço de saúde mais próximo.

Beba frequentemente muita água ou quaisquer outros líquidos.

Não se esqueça que a luta contra a cólera depende da higiene pessoal e do ambiente limpo.

Ministério da Saúde e da Segurança Social

 
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