O Ministério da Saúde cabo-verdiano garantiu estar "tudo a postos" para o arranque da Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo e a Rubéola que decorre de 14 a 24 de outubro, abrangendo 262 mil cabo-verdianos.
A garantia foi dada na terça-feira pela ministra-adjunta e da Saúde de Cabo Verde, Cristina Fontes Lima, após um encontro de "socialização" com os jornalistas sobre esta campanha e citada pela Inforpress.
A campanha visa uma cobertura vacinal na ordem dos 95% do público-alvo (dos nove meses aos 25 anos), ou seja, vacinar cerca de 262 mil cabo-verdianos, 53% do total da população do arquipélago (cerca de 491 mil, dados de 2011).
"Do ponto de vista da organização interna, estamos a postos, temos já as equipas identificadas, o número de vacinadores necessários, a logística e as vacinas já estão em Cabo Verde, estando em curso a distribuição", precisou a governante.
Cristina Fontes indicou que, a partir de 01 de outubro, começam as ações de sensibilização, tendo-se já iniciado a distribuição de suportes informativos.
"Contamos com a Comunicação Social para a mobilização das pessoas e da população a vacinar, ou seja, toda a população residente, cabo-verdianos e estrangeiros residentes no país, que, de 14 a 24 de outubro, esteja em Cabo Verde", indicou.
Segundo a ministra, 54% do público-alvo da campanha será vacinado nos estabelecimentos escolares. Para os restantes 46% vão estar disponíveis postos fixos nos centros de saúde e hospitais, estando também previsto o apoio de igrejas, associações e organizações não-governamentais e de empresas.
Nesta campanha, salientou, não serão vacinadas grávidas e pessoas imunodeprimidas devido a doença (Sida ou cancro, por exemplo). As mulheres em idade fértil são aconselhadas a não engravidar por um período de pelo menos 30 dias após a vacinação. As grávidas só podem ser vacinadas após o parto, para evitar as "graves consequências" no bebé.
Para a realização da campanha serão constituídas 226 equipas, que totalizarão 904 elementos, acrescidos de 26 coordenadores, 56 supervisores e 73 condutores.
O orçamento ronda mais de 70 mil contos (635 mil euros), incluindo as vacinas e os consumíveis disponibilizados pelas Nações Unidas.
Por outro lado, o delegado da Saúde da Cidade da Praia, Domingos Teixeira, também em declarações à Inforpress, garantiu que o concelho da capital cabo-verdiana não registou até agora nenhum caso de doenças provocadas por picadas de mosquito.
Domingos Teixeira que falava sobre a situação da saúde pública no concelho, após as chuvas de setembro, adiantou que, embora não haja nenhum caso até ao momento, a delegacia está atenta caso venha a surgir uma ou outra situação.
Tudo, sublinhou, porque a humidade favorece a proliferação de insetos, sobretudo o mosquito, o principal transmissor de doenças como paludismo e dengue.
O delegado da Saúde da Praia, adiantou ainda que o facto de não haver casos, nem autóctones nem importados, até ao momento, indica que o trabalho de intervenção e prevenção realizado ao longo dos anos tem surtido efeito no combate aos focos, mas também o cuidado das pessoas para com a proliferação dos mosquitos.
