Outubro é o mês internacional de prevenção do cancro da mama. O dia mundial de prevenção do cancro da mama assinala-se a 30 de outubro. Esta campanha “Outubro Rosa” que é um movimento que nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controlo do cancro da mama.

 Esta iniciativa é assinalada anualmente em todo o país, com várias atividades e com intuito de promover a conscientização das mulheres na importância do diagnóstico precoce do cancro de mama, a prevenção e partilha de informações sobre a doença sendo certo que este tipo de cancro é o que mais afecta e mata as mulheres em todo mundo.

O cancro da mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. Este tumores malignos, quando se tornam invasores metastizam e têm uma mortalidade elevada.

 O cancro da mama é mais comum nas mulheres do que nos homens. O diagnóstico é muitas vezes tardio, tornando assim, necessário uma sensibilização da população e dos profissionais de saúde.

 Os dados estatísticos do Ministério da Saúde e da Segurança Social (MSSS), revelam que, de 2015 á 2016 o total de óbitos do cancro da mama nas mulheres, subiu de 13 para 20, o que mostra um aumento significativo de 7 casos de óbitos no espaço de 1 ano.

 Debruçando sobre os dados do cancro de um modo geral, a estatística de 2014 diz que o cancro continua sendo a segunda causa de morte em Cabo Verde, tendo registado o total de 379 óbitos, com maior incidência nos homens. De entre os cancros, os do aparelho digestivo (esófago, estômago, figado e cólon) constituem a primeira causa da morte com 13,5%, seguida do cancro da prostáta com 11,9%. Já nas mulheres os mais frequentes são o cancro do colo do útero (12,5%) e da mama (9,4%).

 O relatório revela ainda que em 2012, as neoplasias foram as primeiras causas de evacuações para o exterior, sendo o total de 93 evacuações, sobretudo as neoplasias malignas do aparelho genital.

 De acordo com o relatório da Organização Mundial da Saúde(OMS), se as medidas urgentes e eficazes não forem tomadas, estima-se que até 2030 poderá haver um aumento de 27 milhões de casos incididentes de cancro e 17 milhões de mortes de cancro.

 O aumento da taxa de incidência é uma realidade global, envolvendo tanto os países de baixa como de média e alta renda. Fatores como o aumento da esprença de vida, alteração dos hábitos e estilos de vida levando á uma exposição permanente a agentes carcinogénicos. O aumento das doenças infeciosas é apontado como principais causadores e determinantes desse fenómeno.

 A região africana é uma das regiões mais afetadas pelo cancro no Mundo, sendo as principais causas os agentes infeciosos tais como o consumo exagerado do álcool e do tabaco, dietas não saudáveis, a falta de atividade física e a poluição ambiental, segundo o relatório da saúde na região Africana 2014.

 Quais os fatores de Risco

Não é conhecida uma causa específica para o cancro da mama.

Sabe-se que embates violentos na mama não provocam, por si só, cancro da mama; no entanto, é conveniente ter cuidado com as mamas. O cancro da mama não é contagioso: ninguém "apanha" a doença de outra pessoa.

A investigação tem demonstrado que há mulheres que apresentam um risco aumentado para cancro da mama, que se pensa estar associado a determinados fatores de risco (fatores que aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver uma doença). Foram já identificados alguns fatores de risco para o cancro da mama:

  • Idade: a possibilidade de ter cancro da mama aumenta com o aumento da idade; uma mulher com mais de 60 anos apresenta maior risco. O cancro da mama é menos comum antes da menopausa.
  • História pessoal de cancro da mama: uma mulher que já tenha tido cancro da mama (numa mama), tem maior risco de ter esta doença na outra mama.
  • História familiar: o risco de uma mulher ter cancro da mama está aumentado se houver história familiar de cancro da mama, ou seja, se a sua mãe, tia ou irmã tiveram cancro da mama, especialmente em idades mais jovens (antes dos 40 anos); ter outros familiares com cancro da mama, do lado materno ou paterno da família pode, também, aumentar o risco.
  • Algumas alterações da mama: algumas mulheres, apresentam células mamárias que parecem anormais, quando vistas ao microscópio; ter determinado tipo de células anormais, como sejam a hiperplasia atípica ou o carcinoma lobular in- situ , aumenta o risco de cancro da mama.
  • Alterações genéticas: alterações em certos genes (BRCA1, BRCA2, entre outros) aumentam o risco de cancro da mama; em famílias onde muitas mulheres tiveram a doença, os testes genéticos podem, por vezes, demonstrar a presença de alterações genéticas específicas. Assim sendo, em mulheres que apresentem estas alterações genéticas, podem ser sugeridas medidas para tentar reduzir o risco de cancro da mama e melhorar a deteção precoce da doença.
  • Primeira gravidez depois dos 31 anos
  • História menstrual longa: mulheres que tiveram a primeira menstruação em idade precoce (antes dos 12 anos de idade), tiveram uma menopausa tardia (após os 55 anos) ou que nunca tiveram filhos (nuliparidade), apresentam um risco aumentado.
  • Terapêutica hormonal de substituição: mulheres que tomam terapêutica hormonal para a menopausa (apenas com estrogénios ou estrogénios e progesterona), durante 5 ou mais anos após a menopausa parecem, também, apresentar maior possibilidade de desenvolver cancro da mama.
  • Raça: o cancro da mama ocorre com maior frequência em mulheres caucasianas (brancas), comparativamente a mulheres Latinas, Asiáticas ou Afro-Americanas.
  • Radioterapia no peito: mulheres que tenham feito radioterapia ao peito, incluindo as mamas, antes dos 30 anos, apresentam um risco aumentado para cancro da mama; esta situação inclui mulheres com linfoma de Hodgkin que foram tratadas com radiação - estudos publicados demonstram que, quanto mais nova era a mulher, na altura dos tratamentos com radioterapia, mais elevado é o risco de vir a ter cancro da mama.
  • Densidade da mama: mulheres mais velhas que apresentam, essencialmente, tecido denso (não gordo) numa mamografia (raio-X da mama), têm risco aumentado para cancro da mama.
  • Obesidade após a menopausa: as mulheres que são obesas, após a menopausa, apresentam um risco aumentado de desenvolver cancro da mama. A obesidade está relacionada com uma proporção anormalmente elevada de gordura corporal; tendo em conta que o corpo produz alguns estrogénios (hormona feminina) no tecido gordo é, assim, mais provável que as mulheres obesas apresentem níveis elevados de estrogénios e, consequentemente, risco aumentado para cancro da mama. Alguns estudos demonstram que o aumento de peso, após a menopausa, aumenta o risco de cancro da mama.
  • Inatividade física: mulheres que são fisicamente inativas, durante a sua vida, parecem ter um risco aumentado para cancro da mama; estar fisicamente ativa pode ajudar a diminuir este risco, através da prevenção do aumento de peso e da obesidade.
  • Bebidas alcoólicas: alguns estudos sugerem haver relação entre a maior ingestão de bebidas alcoólicas e o risco aumentado de ter cancro da mama.Muitos dos fatores de risco citados podem ser evitados; outros, como a história familiar, não podem ser evitados. É, no entanto, útil saber e estar consciente dos fatores de risco, ainda que muitas mulheres com estes fatores de risco não apresentem cancro da mama.Se pensa estar em risco de ter cancro da mama, deve discutir este facto com o médico; este pode sugerir modos de reduzir o risco e planear um calendário adequado para os exames médicos.

Muitos dos fatores de risco citados podem ser evitados; outros, como a história familiar, não podem ser evitados. É, no entanto, útil saber e estar consciente dos fatores de risco, ainda que muitas mulheres com estes fatores de risco não apresentem cancro da mama.

A maioria das mulheres que desenvolvem cancro da mama não tem história de cancro da mama na sua família; de facto, com exceção do envelhecimento, muitas mulheres com cancro da mama não apresentam fortes fatores de risco para a doença.

Se pensa estar em risco de ter cancro da mama, deve discutir este facto com o médico; este pode sugerir modos de reduzir o risco e planear um calendário adequado para os exames médicos.

 

 

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